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Casos midiáticos e a influência nas redes: família Watts

Atualizado: 2 de jul. de 2022

Documentados por celular e na internet.


O material que tive acesso através do documentário e de documentações pelo Youtube, foi veiculado pela Netflix com imagens feitas pela polícia local em sua diligência e por uma das vítimas, Shannan.


As manchetes eram "Desaparecimento de duas crianças e mãe no Colorado", mas nada se falou da desnecessária exposição do marido, família e crianças em rede unicamente para promoção pessoal, no caso de Shannan. Pelo contrário, ela atraia e movimentada as redes.


Particularmemte, como especialista, entendo que ele, Cristopher se perdeu e da pior forma. Considero que todo ser humano tem a capacidade para matar, basta ser exaustivamente provocado, ameaçado e ou torturado.


Sobre o caso

O caso ficou conhecido como "aniquilação familiar" ou familicídio, ocorrido em Frederick, Colorado em 13 de agosto de 2018, onde o esposo Christopher Lee Watts mata por estrangulamento Shanann Cathryn Watts e suas filhas Bella e Celeste. Condenado a cinco sentenças de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. Atualmente cumpre pena na Correctional Institution, uma prisão de segurança máxima em Waupun, Wisconsin.


Uma alta exposição da vida cotidiana em família. O caso tinha tantos "gatilhos" que após a condenação de Cris, foi "monetizado" em série de TV, documentários e inúmeros programas sobre o caso e sempre tem gente que ganha com isso.


O fato é que tudo que vende é porque atrai e o exagero atrai mais que uma história coerente e honesta. A percepção de cada profissional que auxilia uma Perícia Forense Psicológica, por exemplo, vai variar ao analisar este caso.


O crime

Ao retornar para a casa em 13 de agosto de 2018, Shannan e suas filhas foram dadas como desaparecidas pela amiga e colega de trabalho que chamou a polícia local para averiguação.


Em diligência policial à casa, alguns vestígios suspeitos foram encontrados, mas até então o caso foi entendido como desaparecimento.


Christopher em depoimento aceitou realizar o teste do polígrafo (detector de mentiras), e ao solicitar que o seu pai estivesse no interrogatório, ele confessou o crime ao pai e depois aos investigadores.


Em sua narrativa anteriormente, Cris afirmava que ao anunciar à esposa, Shannan, ele alegou que Shanann estrangulou as meninas em resposta ao seu pedido de separação e que ele a estrangulou em um acesso de raiva. Os corpos das meninas foram encontrados escondidos em tanques de óleo, enquanto Shanann foi enterrado em uma cova rasa nas proximidades.


Segundo a especialista em análise perfis criminais do FBI, Candice DeLong, esse caso é uma exceção devido ao fato de que os aniquiladores de família cometem suicídio após os assassinatos.



O perfil criminal e a relação do casal

O casal se conheceu em 2010 e se casaram depois anos depois e logo depois tiveram duas filhas: Bella Marie Watts e Celeste Cathryn. Com um pedido conjunto de declaração de falência em 2015 e com dívidas girando em torno de US$ 448.000,00.


Cris Watts que até então não tinha qualquer histórico de violência, agressividade e criminalidade. Em constantes documentações em vídeo, o esposo Cris, aparece em segundo plano com cenas de humilhação, constragimento e excesso de exposição da vida privada incluindo dados de doença familiar de Shannan e de uma das crianças.


O desrespeito para com, no caso, o marido é notável nos vídeos, por mais que por um lado ela denota o estereótipo de boa mãe e boa dona de casa e frágil pela doença crônica exposta em rede. Particularmente sou contra exposição de crianças em rede sob qualquer forma e principalmente de cotidianos. Até a reação dele ao saber que seria pai pela terceira vez, foi registrada e exposta.


Com a excessão das imagens da diligência policial à casa da família após a notificação de desaparecimento feita pela vizinha e amiga da vítima, o que entendo com base nas filmagens feitas pelo celular da vítima, é uma necessidade absurda de exposição da vida e principalmente da pessoa "Shannan Watts".


Midiatismo

A diligência policial, o registros exagerados em família feita por Shannan, estudei a materialidade midiática deste caso e comecei a me perguntar:

_Se o caso fosse o inverso, um homem com "traços narcisistas" constantemente ridicularizando e expondo a sua mulher em rede, qual seria a reação das pessoas?


São desnecessários ao meu ver: o cotidiano de humilhação; do constrangimento ao esposo; da documentação; e pior ainda a veiculação disso tudo na forma que convém à quem veicula. Pessoas com esta necessidade tem um "perfil psicológico" muito conhecido, também por se "fazer de vítima e distorcer histórias e fatos."


Parece-me que há uma permissividade deste tipo de desrespeito da mulher para com o homem, mas não do homem para com a mulher,e no caso, os dois lados estavam errados. Esta documentação que temos feita pela própria vítima.


Esse fator me leva a entender o por quê a amante de Cris, na época Nichol Kessinger, fez buscas na internet sobre Shannan Watts, e eu entendo dentro do caso ser aalgo de extrema importância. As pessoas têm conhecimento daquilo que sabem, seja escrito, visto ou falado, exceto se quebrarem a barreira de segurança de Sistemas, e que não foi o caso.


Este relato de caso foi para questionar até que ponto as pessoas se consomem com mídias que apenas querem vender o seu comportamento e o seu tempo em rede. discutir um caso, traças hipóteses, teses teorias é algo saudável, porém em casos midiáticos que em sua maioria são crimes hediondos e contra vida, a contaminação e tendenciosidade influenciam até em júri populares.


O midiatismo atual não é mais de forma profissionalizada e sim elaborado e impulsionado de forma prostituída com materiais de cunho e opinião pessoal sem embasamento científico ou técnico. Este, por sua vez, configura-se como notícia falsa (fake news) e fake news vende.


Um crime veiculado na mídia, deve ser colocado na matéria a fonte de dados de perícia, ocorrência e dos autos para consulta pública. Todo o material veiculado na mídia é atualmente e unicamenrte para vender mídia e não de caráter informativo.


Todo caso midiático possui vertentes para várias interpretações, acrescentado de julgamentos sem conhecimento de causa e de condenações públicas e injustas em rede.




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